VOLEY FEMININO DECADA DE 90

 


 Clube tenta resgatar a qualidade de um esporte que já foi campeoníssimo no Rio com onze campeonatos sucessivos. Desafio dos técnicos é pela renovação. Assim como o futebol que perdeu o seu mecenas (?) Emil Pinheiro, o vôlei busca no suor e na dedicação integral o caminho para voltar a ser glorioso.

Também no vôlei, o Botafogo partiu definitivamente para a valorização da prata da casa. Impossibilitado de concorrer com as grandes empresas que investem no esporte amador, o Botafogo partiu para a formação das suas jogadoras e já colhe resultados. No vôlei feminino, Valesca, a grande estrela da equipe infanto juvenil, filha de Aída Santos, foi convocada para a Seleção Brasileira. 

Edvaldo Nóbrega, diretor de vôlei, acredita que dentro de pouco tempo o Botafogo estará competindo com os grandes clubes e poderá produzir outra geração de ouro do vôlei. O Botafogo foi um dos clubes que mais conquistou títulos no vôlei e chegou a conquistar a marca de onze campeonatos sucessivos. 

O Botafogo tem hoje técnicos da qualidade de Leão, ex-técnico da Seleção Olímpica do Brasil. Antônio Teixeira "Leão", como Gilberto e Sérgio, os outros treinadores do clube, se sacrificam pelo Botafogo e poderiam até estar ganhando muito mais do que ganham no Botafogo em outras equipes. Entretanto, preferem trabalhar com as equipes inferiores do Botafogo em busca do desafio de descobrir e revelar novos valores para o vôlei brasileiro. A estrutura do Vôlei do Botafogo não é diferente da dos futebol. Esse esporte vive à base da dedicação e do sacrifício de gente como Edvaldo Nóbrega, Leão, Gilberto, Sérgio e outros batalhadores voluntários. 

Os jogadores e jogadoras de vôlei do Botafogo quando têm qualquer problema médico ou contusão são tratados na Clínica Barão de Ipanema, gratuitamente e na base da amizade pessoal de Edvaldo com os proprietários da Clínica. 

Os dirigentes do Botafogo contam com nomes de jovens como a filha de Aída para conseguir um patrocínio e reativar as equipes adultas de voleibol. Por enquanto tem que ir se contentando com alguns títulos de amadores. Hoje, o clube tem cerca de 220 atletas treinando em suas escolinhas na faixa de 8 a 16 anos. Edvaldo lembra que encontrou o voleibol do clube em situação de penúria após a saída de Emil Pinheiro, Aníbal Fonseca e outros. 

Edvaldo garante que hoje no Rio é quase impossível alguém competir com a força da Rio Forte, que ganha tudo nos adultos. O Botafogo foi vice campeão infanto juvenil feminino estadual em 92 e conquistou o vice juvenil no torneio início de 93. A Rio Forte ficou com os títulos nos dois.

Time vai usar a camisa preta

O Botafogo vai usar como segundo uniforme a partir deste ano a camisa preta com a estrela solitária branca no peito, com punhos brancos, calção branco e meias cinzas. Mauro Nei Palmeira, o presidente, diz que o uso desta camisa é apenas o cumprimento à risca do estatuto. O Botafogo por muito anos usou como segundo uniforme a camisa branca. A primeira vez que ela entrou em campo foi em 1967, contra o Atlético Mineiro. Para não confundir com a camisa listrada do adversário, o time, na falta de outro uniforme, foi obrigado a usar a camisa toda branca com a estrela preta sobre o coração. Só que essa camisa, segundo Mauro Nei era usada em desobediência ao estatuto. Agora, o estatuto está sendo cumprido. "Foi uma exigência estatutária que passou a ser cumprida. Só isso", reconhece o presidente. Antigamente, logo após a fusão do Botafogo de Futebol com o de Regatas, o clube usou duas camisas. A listrada, resultante da fusão, zebrada, passou a ser dos desportos terrestres. A preta ficou para os esportes náuticos. O Botafogo vestiria sempre que fosse exigido trocar de uniforme, o segundo, o preto, e o remo faria o inverso. Entretanto, alguns dirigentes resolveram adotar a camisa branca em desrespeito ao estatuto. Agora, os novos dirigentes decidiram cumprir o que reza o estatuto e resgataram a camisa preta, fiéis à filosofia de que o clube está de volta às suas origens com o retorno a General Severiano.

Time vence do Flamengo e lidera juvenil 

O Botafogo é o líder do Campeonato Municipal Juvenil Feminino ao vencer do Flamengo por três seta a dois. Os parciais foram de 12/15, 14/16, 15/4, 15/12 e 15/12. O Rio forte está ao lado do Botafogo. O time do Botafogo mostrou muita garra e já é considerado como uma das forças do campeonato. Os outros participantes são AAV AABB, Hebraica e Tijuca. Nos outros jogos, o Rioforte venceu da AABB por 3 a 0, sets de 15/10, 15/12 e 15/5 e a Hebraica derrotou o Tijuca por 3 a 0, sets de 15/4.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini

Fonte: Jornal O Globo de 19 de março de 1993

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Equipe feminina vai reforçar o time do Tijuca 

Assim como o técnico, Antônio Leão, a base do time de voleibol feminino do Botafogo está reforçando a equipe do Tijuca Tênis Clube, para disputar a seletiva, que garantirá uma vaga para a Liga Nacional a ser realizada do final de agosto a meados de setembro. O clube alvinegro só receberá as jogadoras e o treinador após a competição. Segundo Leão, este intercâmbio servirá para dar maior experiência e base às atletas, que disputam as duas categorias no vôlei feminino: o juvenil e o adulto. O único problema para a equipe, como em qualquer esporte amador, é a falta de patrocínio. Ainda não foi feito acordo com nenhuma empresa, tanto que o espaço na camisa das jogadoras, destinado propaganda, permanece em branco.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini

Fonte: Jornal Folha do Esporte de 09 de setembro de 1993

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Waleska larga atletismo e reforça time de voleibol 

O já combalido e abandonado atletismo do Botafogo acaba de levar um duro golpe. Está perdendo uma das maiores promessas. Em compensação, porém, o voleibol botafoguense ganha uma estrela de primeira grandeza, que sobe a cada dia. Waleska, filha de Aída dos Santos, vai deixar as pistas para se dedicar só ao vôlei. Ela vinha conseguindo conciliar até agora as atividades e competições de atletismo, de voleibol e a escola. No entanto, os vários compromissos e viagens que passou a assumir na Seleção Brasileira de Vôlei infanto-juvenil fizeram com que ela anunciasse que vai abandonar o atletismo para se dedicar ao esporte em que vem obtendo maior êxito, o voleibol. 

Waleska, 16 anos, e sua irmã, Patrícia, 14, vinham conseguindo praticar o esporte que consagrou sua mãe e o vôlei. Agora, ela mudou de ideia e vai se dedicar só a um. A jogadora chegou à Seleção Brasileira e ganhou recentemente o título sul-americano infanto-juvenil e já está em preparativos pura disputar o Mundial Infanto-juvenil na Tchecoslováquia. Por ter alcançado esse status e estar envolvida com os treinamentos, Waleska fez a opção. Patrícia e Waleska, para satisfação da mãe, praticam vôlei e atletismo há algum tempo no próprio Botafogo, clube do coração de Aída. Patrícia vai continuar por enquanto praticando os dois esportes. Ela é infantil do Botafogo e ainda não tem a obrigação de seguir o caminho da irmã mais velha. Waleska era especialista no, salto em altura uma das modalidades da sua mãe, e nos 100 metros com barreira. Já Patrícia pratica e disputa os 75 metros. As duas, a exemplo da Aída, são  versáteis. Aída dos Santos praticou e competiu em vários estilos e é considerada uma das glórias do pobre atletismo brasileiro. Ela é até hoje a única mulher atleta do Brasil a ter conseguido, em esporte individual, uma quarta colocação em Olimpíada. Aída foi a quarta na Olimpíada de Tóquio, em 1964. 

Hoje Aída dos Santos é professora de Educação Física da Universidade Federal Fluminense—UF, é treinadora e diretora de atletismo do Botafogo. Apesar das alegrias que as filhas lhe têm proporcionado, Aída não revela, por, ser o Botafogo seu clube de coração, mas enfrenta problemas para formar novos atletas. O Botafogo luta com a falta de recursos e só um patrocínio com uma escola, permite ao clube continuar com o Atletismo. A  rede de colégios Santa Mônica paga os salários de duas treinadoras que trabalham com Aída e cobrem todas as despesas com inscrição de atletas na Federação. 

Mesmo com dificuldades, a ex-coordenadora não desanima e vai continuando a sua luta em busca de novos talentos ou alguém que venha ocupar o seu lugar. Agora ela está entusiasmada com um menino de 15 anos, que vem mostrando grandes progressos nos 400 metros. É o botafoguense Felipe de Oliveira. Ela está preparando a equipe de atletismo do clube para o campeonato estadual que será iniciado no fim de agosto.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini

Fonte: Jornal Folha do Esporte de 09 de setembro de 1993

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As moças do Voleibol treinaram o ano todo no Clube ASA. No Voleibol do BOTAFOGO, todas as categorias foram para o play-off, obtendo as seguintes classificações:

Feminino:

Mirim: Campeão
Infantil: Vice-Campeão
infanto-Juvenil: Campeão
Juvenil: Terceiro Lugar

Ainda neste semestre, as equipes de Voleibol e de Basquetebol terão as quadras externas do Parque Poliesportivo da General Severiano, para treinar. Estuda-se a possibilidade de se cobrir e taquear duas daquelas quadras externas, o que significaria a criação de um excelente espaço de treinamento para os Desportos Terrestres, a curto prazo; mas o que motiva a todos, realmente, nos Desportos Terrestres, além do amor ao Clube e à camisa alvinegra, é a certeza de que ainda nesta Administração, o BOTAFOGO terá o seu Ginásio, o mais moderno do Brasil, e com ele, o convívio fundamental de seus atletas com a torcida.


Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do Botafogo no 246 de jan/fev/mar de 1995 

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O BOTAFOGO foi o vice-campeão na categoria juvenil feminino no Torneio Interregional, que terminou em abril. As categorias mirim, infantil, infanto-juvenil e juvenil estão disputando o Campeonato Estadual. A equipe do infanto poderá ganhar o reforço de duas atletas do Rio Grande do Sul em breve. Esta equipe tem quatro atletas na seleção carioca de voleibol: Fernanda Cristina, Daniela Leal, Míriam Ronai e Carolina Bozikis. Minam e Daniela integram também a seleção brasileira.
Títulos não faltam às meninas do vôlei do BOTAFOGO: a equipe mirim é bi-campeã de 93/94, a infantil é vice-campeã de 94, a infanto-juvenil é campeã interregional e estadual de 94 e a juvenil foi a terceira colocada no ano passado. Na categoria adulto, que não disputou em 94, a perspectiva é disputar a seletiva de agosto e setembro, quando concorrerá às duas vagas para ter acesso à Liga Nacional de Vôlei, conforme explicou o diretor de vôlei do BOTAFOGO, Henrique Jordão.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do Botafogo no 247 de 1995

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A EQUIPE DE VOLEI, CAMPEÃ INTER-REGIONAL, CONQUISTA VAGA PARA DISPUSTAR A LIGA NACIONAL


O voleibol feminino do BOTAFOGO tornou-se campeão Inter-Regional ao derrotar, no Ginásio do Tijuca, o Fluminense por 3 sets a 2 (15/8, 15/17, 16/14, 8/15 e 15/ 12), numa final empolgante, que teve a duração de 2 horas e 31 minutos. Foi um título empolgante para a equipe alvinegra, que há 31 anos não ganhava um título em termos de Volei feminino adulto. Foi a terceira partida, de uma sensacional melhor-de-três realizada entre os dois clubes. Na primeira partida, se aproveitando por jogar em sua quadra, o Fluminense venceu por 3 sets a 2. Na segunda, disputada na quadra do Flamengo, vitória botafoguense por iguais 3 sets a 2. Este campeonato marcou, também, a volta de uma grande jogadora, Ana Richa. 
O jogo foi emocionante e teve momentos de grande tensão, quando, por exemplo, no terceiro set, o Fluminense abriu a vantagem de 14 a 11, e o BOTAFOGO foi buscar o placar com muita garra, para fechar em 16 a 14. No tiebreaker, a experiência de Ana Richa foi fundamental, e uma cortada certeira da Karla decretou a vitória alvinegra. O último desafio do volei feminino foi a Seletiva para a Liga Nacional, que se realizou em Belo Horizonte, de 20 a 24 de setembro. Único representante do Rio de Janeiro na competição, o BOTAFOGO teve, além da base campeã interregional, os reforços de Janina (jogadora da Seleção Brasileira, ex-Pinheiros), Raquel (ex-Flamengo) e das promissoras Vanessa, Daniela e Carol (juvenis). O BOTAFOGO conquistou de forma brilhante a sua vaga para a Liga Nacional de Volei ao derrotar cada um de seus adversários. 
A equipe: Marcelo Bercandino (técnico), Renato Vilarinho (auxilar-técnico), Harry Bollmann Neto (preparador físico), e as jogadoras Claudinha, Karla, Ana Richa, Roberta Jardim, Marina, Márcia, Sabrina, Mayra e Joselene, e roupeira Lecy.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do BFR nº 248 de 1995
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No dia 13 de março, a equipe de Voleibol  Infantil Feminino do BOTAFOGO DE FUTEBOL E RAGATAS conquistou o Torneio Início, derrotando as equipes do Colégio Cinco de Julho, do  Tijuca Tênis Clube, do Fluminense e a do anfitrião Grajau Tênis Clube. O torneio reuniu 12 equipes do Rio.

O elenco DO BOTAFOGO: Mônica Malheiros, Ana Maria Gosling, Tatiane  Pessanha, Sylla Costa e Silva, Paula  Cristina Ferreira, Patitrícia Rodrigues, Carol, Juliana Gusmão, Fabiana Braga,  Priscila Daniela da Silva, Natália Guimarães, Bruna Bastos da Cruz, Danielle  Francisco da Silva, Geovana de Souza, Isabela Pragas e Natalie Airoldi. Técnico: Eurico da Cunha Chaves.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do BFR no 254 de 1999

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Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial Planeta Botafogo nº 10 de junho de 1999
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